terça-feira, 10 de junho de 2014

Assaltantes fecham lotérica em Marabá


Isso mesmo, leitor: os assaltantes obrigaram um empresário a fechar as porta de seu estabelecimento e ainda ter de dispensar quatro funcionários. Na manhã de ontem, segunda-feira (9), quem procurava pagar jogos ou contas na “MM Loterias”, na Folha 32 – Nova Marabá – dava de cara com a porta de esteira baixada e uma faixa avisando: “Lotérica fechada por sofrer 3 assaltos em sete meses”.
Pelo telefone, o empresário Adriano Amorim disse a reportagem que não tem mais condições de manter o negócio em funcionamento, devido os altos prejuízos sofridos em curto prazo.
 “Tenho de pagar as contas e o seguro não fez o depósito. Eu não vou trabalhar pra bandido”, desabafa ele. No primeiro assalto sofrido durante os sete meses, em outubro último, os ladrões entraram pelo telhado.
Logo em seguida, no segundo ataque, arrombaram o escritório de despachante, vizinho da Casa Lotérica, furaram a parede e passaram para dentro do estabelecimento.
Já no último, em 31 de maio, o assalto foi à mão armada. Testemunhas relataram a ousadia dos bandidos que invadiram a farmácia ao lado da loteria, apenas para chupar picolés e observar o movimento.
“Um absurdo a falta de segurança. Sou jovem em Marabá, cheguei aqui trabalhando, muitos me conhecem”, afirma Adriano Amorim, que relatou ser inconcebível a situação na qual foi forçado a fechar a loteria.
O proprietário lembra que na Folha 32, onde fica localizado o centro lotérico, em um raio de 500 metros também se encontram os seguintes órgãos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Cartórios, e outros estabelecimentos. “Não poderia acontecer isso”, destaca o empresário. “E ainda estamos menos de dois quilômetros do Batalhão de Polícia Militar e Polícia Federal”, acrescenta, afirmando que, não há nem previsão para reabrir a loteria, pois 2014 foi “um ano perdido” para ele.
Embora o empresário não tenha revelado valores, pessoas que trabalham próximo da lotérica, especulam que nos três ataques ele perdeu mais de R$ 100 mil. 
Sem resposta
O Jornal contatou , na manhã de ontem, por telefone e por e-mail, a Assessoria de Comunicação da Caixa Econômica Federal para falar sobre o assunto e questionar a demora no pagamento do seguro, conforme o empresário prejudicado. Entretanto, até o fechamento desta edição a instituição financeira não enviou resposta. (Emilly Coelho/ CT online)

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