Pelo
telefone, o empresário Adriano Amorim disse a reportagem que não tem
mais condições de manter o negócio em funcionamento, devido os altos prejuízos
sofridos em curto prazo.
“Tenho
de pagar as contas e o seguro não fez o depósito. Eu não vou trabalhar pra
bandido”, desabafa ele. No primeiro assalto sofrido durante os sete meses, em
outubro último, os ladrões entraram pelo telhado.
Logo em
seguida, no segundo ataque, arrombaram o escritório de despachante, vizinho da
Casa Lotérica, furaram a parede e passaram para dentro do estabelecimento.
Já no
último, em 31 de maio, o assalto foi à mão armada. Testemunhas relataram a
ousadia dos bandidos que invadiram a farmácia ao lado da loteria, apenas para
chupar picolés e observar o movimento.
“Um
absurdo a falta de segurança. Sou jovem em Marabá, cheguei aqui trabalhando,
muitos me conhecem”, afirma Adriano Amorim, que relatou ser inconcebível a
situação na qual foi forçado a fechar a loteria.
O
proprietário lembra que na Folha 32, onde fica localizado o centro lotérico, em
um raio de 500 metros também se encontram os seguintes órgãos: Banco do Brasil,
Caixa Econômica Federal, Cartórios, e outros estabelecimentos. “Não poderia
acontecer isso”, destaca o empresário. “E ainda estamos menos de dois
quilômetros do Batalhão de Polícia Militar e Polícia Federal”, acrescenta,
afirmando que, não há nem previsão para reabrir a loteria, pois 2014 foi “um
ano perdido” para ele.
Embora o
empresário não tenha revelado valores, pessoas que trabalham próximo da
lotérica, especulam que nos três ataques ele perdeu mais de R$ 100 mil.
Sem
resposta
O Jornal
contatou , na manhã de ontem, por telefone e por e-mail, a Assessoria de
Comunicação da Caixa Econômica Federal para falar sobre o assunto e questionar
a demora no pagamento do seguro, conforme o empresário prejudicado. Entretanto,
até o fechamento desta edição a instituição financeira não enviou resposta. (Emilly
Coelho/ CT online)
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