O resultado da analise realizado pela Cruz Vermelha, através do Departamento Estadual de Socorro, constatou uma realidade de vulnerabilidade e grandes impactos ambientais após o navio de bandeira libanesa naufragar no porto de Vila do Conde, em Barcarena no nordeste do Pará. A embarcação estava carregada com cerca de cinco mil bois vivos que pertenciam à multinacional Minerva, com sede em Barretos (SP), o acidente causou grande comoção na população local e teve repercussão mundial. Em observação in loco em diferentes áreas e bairros de Vila do Conde, a equipe composta por quatro pessoas sendo o Diretor do Departamento Estadual de Socorro, Jair Bezerra, o Gestor Operacional, Carlos Moraes, além das voluntárias, Engenheira Florestal, Jessica Maciel, responsável pelo georreferenciamento e Elaine Silva, com Especialização em Epidemiologia, Vigilância em Saúde Ambiental e Mestre em Vigilância em Saúde do Trabalhador, estiveram analisando a situação dos moradores e registrando tudo. De acordo com os especialistas da Cruz Vermelha a visão encontrada no local foi de verdadeiro caos, quase cinco mil bovinos mortos e espalhados na extensão de mais de 300 metros de praia, amontoados e quase estourando pelo inchaço, e era este o temor da população caso isso viesse acontecer ficará bem pior e não será possível aguentar nem com o uso de máscaras. Todas as casas a beira da praia foram abandonadas ou evacuadas, moradores foram retirados e alojados em espaços organizados para acolhê-los.
Em contato com outros moradores que estavam presente na praia, observou-se a ação de duas máquinas escavadeiras que operavam na retirada dos bois mortos, além disso, moradores relatavam que a vila de pescadores, próximos dali, estava sendo diretamente afetada, uma vez que nem água para beber e comida tinham mais. Idosos e crianças estavam passando mal com o odor, e apresentavam sintomas de dores fortes de cabeça, vômitos e diarreia, que segundo especialistas da Cruz Vermelha podem ser oriundos do contato com a água contaminada. Como ação imediata para conter a situação, a Prefeitura de Barcarena decretou situação de emergência, pois no dia anterior, o óleo da embarcação e corpos dos animais mortos se espalhou pelas praias do município, depois do rompimento da barreira de contenção montada para conter os resíduos do acidente. Até o momento, Defesa Civil e a Secretaria de Assistência Social não sabem quantas pessoas foram afetadas, estima-se que cerca de 13 mil foram atingidas em toda a extensão do problema.
Em outras observações realizadas pela equipe da Cruz Vermelha, percebeu-se a falta de apoio psicossocial, médico alimentar e nutricional, bem como água para beber, principalmente na população ribeirinha. Após a análise do ambiente, a Secretaria Adjunta de Assistência Social e com o comando da Defesa Civil solicitou voluntários da Cruz Vermelha para ajudarem nas distribuições de águas e alimentos para a população atingida. Em conversa com representante da Companhia Docas do Pará (CDP), foi informado que já existe uma área de 20km de Barcarena e a outra em um terreno da CDP que os animais mortos serão enterrados, onde será colocado uma manta especial protegendo o lençol freático desses locais onde os bois vão ser enterrados.
Em síntese a todo o cenário apurado, foi destacada pela equipe da Cruz Vermelha a urgência em estudar os efeitos do desastre ambiental sobre a população, podendo aumentar, consideravelmente, o nível de adoecimento se medidas de prevenção a saúde não forem tomadas continuamente.
O problema instalado no município atingiu a economia da população e também sua alimentação, implicando com o cuidado de sua saúde. O rio, para muitos ribeirinhos eram elementos presenciais para a lavagem de roupas e banho, assim como a pesca. Diante dessa realidade, se não houve vigilância, muitos vão adoecer, ou por transmissão pela epiderme, ou por contaminação. Para idosos e crianças, a presença de vômitos e diarreias constantes pode levar a morte, caso não haja uma assistência bem instituída. Segundo a equipe, a distribuição de água mineral e de comida são medidas de urgências, mas paliativas, pois dependendo do tempo em que o problema permaneça, o caos sobre a população pode vim a se instalar. O número de pessoas com sintomas de vômitos, dor e febre já passa da normalidade, deixando o posto de atendimento aglomerado. O que se necessita é uma intervenção de vigilância sobre a área atingida, principalmente sobre a água, que é o maior meio de contaminação nesse momento. Em entrevistas concedidas aos meios de comunicação, moradores afirmam que a água do poço, meio de canalização de água para consumo, já se encontra com gosto. Essa situação, se confirmada, o desastre pode vim a ser mais danoso, uma vez que o município possui baixo nível de saneamento básico, deixando a população mais vulnerável.
A equipe da Cruz Vermelha deixou o município a noite, comprometendo-se a voltar com o reforço dos voluntários no dia seguinte. A análise foi realizada no dia 13 de outubro, uma semana após o acidente.
Em contato com outros moradores que estavam presente na praia, observou-se a ação de duas máquinas escavadeiras que operavam na retirada dos bois mortos, além disso, moradores relatavam que a vila de pescadores, próximos dali, estava sendo diretamente afetada, uma vez que nem água para beber e comida tinham mais. Idosos e crianças estavam passando mal com o odor, e apresentavam sintomas de dores fortes de cabeça, vômitos e diarreia, que segundo especialistas da Cruz Vermelha podem ser oriundos do contato com a água contaminada. Como ação imediata para conter a situação, a Prefeitura de Barcarena decretou situação de emergência, pois no dia anterior, o óleo da embarcação e corpos dos animais mortos se espalhou pelas praias do município, depois do rompimento da barreira de contenção montada para conter os resíduos do acidente. Até o momento, Defesa Civil e a Secretaria de Assistência Social não sabem quantas pessoas foram afetadas, estima-se que cerca de 13 mil foram atingidas em toda a extensão do problema.
Em outras observações realizadas pela equipe da Cruz Vermelha, percebeu-se a falta de apoio psicossocial, médico alimentar e nutricional, bem como água para beber, principalmente na população ribeirinha. Após a análise do ambiente, a Secretaria Adjunta de Assistência Social e com o comando da Defesa Civil solicitou voluntários da Cruz Vermelha para ajudarem nas distribuições de águas e alimentos para a população atingida. Em conversa com representante da Companhia Docas do Pará (CDP), foi informado que já existe uma área de 20km de Barcarena e a outra em um terreno da CDP que os animais mortos serão enterrados, onde será colocado uma manta especial protegendo o lençol freático desses locais onde os bois vão ser enterrados.
Em síntese a todo o cenário apurado, foi destacada pela equipe da Cruz Vermelha a urgência em estudar os efeitos do desastre ambiental sobre a população, podendo aumentar, consideravelmente, o nível de adoecimento se medidas de prevenção a saúde não forem tomadas continuamente.
O problema instalado no município atingiu a economia da população e também sua alimentação, implicando com o cuidado de sua saúde. O rio, para muitos ribeirinhos eram elementos presenciais para a lavagem de roupas e banho, assim como a pesca. Diante dessa realidade, se não houve vigilância, muitos vão adoecer, ou por transmissão pela epiderme, ou por contaminação. Para idosos e crianças, a presença de vômitos e diarreias constantes pode levar a morte, caso não haja uma assistência bem instituída. Segundo a equipe, a distribuição de água mineral e de comida são medidas de urgências, mas paliativas, pois dependendo do tempo em que o problema permaneça, o caos sobre a população pode vim a se instalar. O número de pessoas com sintomas de vômitos, dor e febre já passa da normalidade, deixando o posto de atendimento aglomerado. O que se necessita é uma intervenção de vigilância sobre a área atingida, principalmente sobre a água, que é o maior meio de contaminação nesse momento. Em entrevistas concedidas aos meios de comunicação, moradores afirmam que a água do poço, meio de canalização de água para consumo, já se encontra com gosto. Essa situação, se confirmada, o desastre pode vim a ser mais danoso, uma vez que o município possui baixo nível de saneamento básico, deixando a população mais vulnerável.
A equipe da Cruz Vermelha deixou o município a noite, comprometendo-se a voltar com o reforço dos voluntários no dia seguinte. A análise foi realizada no dia 13 de outubro, uma semana após o acidente.
Fonte: Oxingu.com
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