Fotos: Caetano Silva
Danos causados por detonações nas obras do ramal ferroviário da Vale é catalogados pela Associação dos Moradores dos Bairros Jardim Ipiranga e Tropical I e II
Com o objetivo de buscar o ressarcimento e reparos aos danos causados nas residências pelas detonações na construção da linha férrea da Vale S/A, a Associação Central de Moradores dos Bairros Jardim Ipiranga, Tropical I e II, (A.C.M.B.JIT) vem se reunindo com os proprietários da casas atingidas pelas detonações e exigindo da empresa Vale que assuma os prejuízos causados.
Na última reunião ocorrida na quarta-feira (2), os moradores cobraram mais agilidade no atendimento, informando que em varias residências será preciso à total reconstrução e em outras apenas reparos. Na reunião os moradores foram instruídos pela Associação para que fizessem um dossiê com informações precisas quanto aos estragos causados pelas detonações, para isso é necessário que os proprietários contratem profissional da área da construção civil para realizar o orçamento do material para a reconstrução ou reparos nas casas avariadas.
O morador Erivelton Rocha Veras, residente na Rua Abrão, Bairro Tropical II, teve as paredes e o piso de sua casa rachados. Ele alerta que para não ter prejuízo no orçamento é necessário colocar tudo na ponta do lápis, lembrando que na maioria dos casos é necessário que a família se mude daquela casa para que os reparos sejam realizados.
“Temos que fazer o orçamento com base na situação de cada avaria, o pedreiro vai dizer o que precisa para restaurar os danos, ele cobra tanto pra derrubar uma parede como para levantar, e se o piso e a cerâmica rachou não tem como remendar é preciso quebrar por que não dá pra fazer remendo e com isso às vezes é necessário sair e alugar outra casa para que a obra seja realizada, o dono do imóvel tem que avaliar quanto custa um aluguel de uma casa como a dele, então, tudo isso tem que ser colocado no papel para não termos prejuízos depois,” ressaltou.
Segundo o advogado Antonio Araujo as empresas Vale S/A e Andrade Gutierrez já foram notificadas, sendo que também foi realizado o levantamento de avarias nas residências atingidas cujos os proprietários procuraram a Associação para formalizar as reclamações e a mesma já acionou o Ministério Público e orientou aos moradores atingidos que registrem o Boletim de Ocorrência Policial.
Para garantir a seriedade das informações a Associação de Moradores esta exigindo das famílias prejudicadas que fotografem suas residências danificadas e coloque em anexo ao dossiê. De acordo com o presidente da A.C.M.B.JIT Girlan Pereira, ainda essa semana será encaminhado para Vale à documentação e as reivindicações dos comunitários, a Vale já sinalizou que na próxima semana estará marcando reunião com os moradores para o início das negociações do ressarcimento dos danos causados nas respectivas residências. Ainda segundo o presidente cerca de 40 famílias já estão catalogadas, e sua reclamações estão sendo encaminhadas.
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