quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Seis pessoas presas em ocupação de fazenda

momento em que os trabalhadores rurais chegavam na Delegacia
Desde o inicio da noite de quarta-feira, 03, vários trabalhadores sem terras estão acampados em frente a Delegacia de Polícia Civil em Parauapebas em protesto a prisão de seis trabalhadores rurais sem terra.

No fim da tarde cerca de 80 pessoas ligadas ao MST foram retirados da fazenda Santa Clara e conduzidas em dois caminhões pela Polícia Militar para a 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil local. A fazenda Santa Clara fica localizada na zona rural de Marabá, distante cerca de 65 quilômetros do município de Parauapebas, e teria sido acabado de ser ocupada por Trabalhadores Rurais Sem Terra. 

Segundo informações logo que entraram na área houve confronto entre os trabalhadores e PM, vário pessoas ficaram feridas com tiros de balas de borracha, e outras seis pessoas cinco homens e uma mulher estão presos, acusadas de porte ilegal de arma de fogo e cárcere privado, uma vez que segundo a polícia uma mulher parenta do dono da fazenda teria sido agredida e mantida em cárcere, pelos ocupantes da área. 

Até os animais foram trazidos pelos colonos
Um dos coordenadores do grupo o pastor Jesivaldo Alves Viana, desmentiu a versão apresentada pela polícia e explicou que as famílias retiradas da área haviam acabado de chegar na sede da fazenda, e cerca de 20 minutos já estava cercados por homens da PM que já passaram a dispersar os ocupantes com tiros de borracha, gás lacrimogêneo e spley de pimenta. Jesivaldo Alves, contou ainda que a cerca de quinze dias homens da polícia militar estão dentro da área e que desde então os mesmos vinham ameaçando as famílias que estavam acampadas no local. 

Ainda segundo Jesivaldo Alves, a área pertence a união, mas que o fazendeiro vem tentando se apropriar. “Logo após sofremos ameaças, protocolamos denuncia nos órgãos competentes como: na Delegacia de Conflito Agrário (DECA) Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), na Policia Federal e Ministério Publico. Hoje nossas mulheres e crianças foram agredidas por eles que estavam a serviço do fazendeiro. O que queremos que eles nos explique é o quê que a Polícia Rodoviária Estadual fazia dentro do mato numa distância daquela em área da fazenda?”interrogou. 

De acordo com o Subcomandante PM Alan Costa, um cidadão teria procurado a delegacia para denunciar que a irmã dele estava sendo ameaçada dentro do domicilio dela e sendo mantida em cárcere privado, instante em que teria sido orientada a procurar apoio no quartel da PM. “Nós estávamos no quartel então nos deslocamos para a área e lá deparamos com uma grande quantidade de pessoas com badeiras do MST ocupando o imóvel. procuramos dialogar com eles e informamos sobre a denuncia que havíamos recebido, mas, eles não permitiram a nossa entrada, então foi necessário o uso de munição química para dispersar as pessoas que estavam no interior daquele imóvel”. Explicou o Subcomandante, acrescentando que ao entrar no imóvel encontrou a proprietário informando que havia sido ameaçado com arma de fogo por um individuo de prenome Adriano, que com a chegada da polícia se evadiu do local.

Ainda segundo o policial ao chegar no local a tropa teria sido recebida a tiros de arma de fogo, rojões e um dos policiais também foi atingido por um pedaço de pau. “Nós reagimos com forme a reação dele” ressaltou o PM.

Quanto ao questionamento sobre a presença de agentes da PRE na fazenda, o sargento PM Matos da Polícia Rodoviária Estadual, explica que sua guarnição se encontrava no quartel quando foi acionada pela polícia militar para que se deslocasse até ao local que seria uma rodovia onde uma mulher e sua família estava sendo mantida em cárcere privada. “Atendemos o chamado e no local encontramos duas armas de fogo e bastantes armas brancas e rojões, e fizemos a detenção e liberamos a mulher que estava nos fundos da fazenda no mato. Informações dão conta que uma guarnição da DECA em Marabá está chegando no município nesta manhã para ouvir os Policiais Militares e trabalhadores envolvidos no conflito agrário. 

(Caetano Silva)

Nenhum comentário: