quarta-feira, 2 de março de 2016

Soltos trabalhadores rurais presos por cárcere privado em fazenda

Já se encontram em liberdade provisória os cinco homens e uma mulher militantes do MST, que estavam presos desde dia 03 do mês passado, acusados de cárcere privado, porte ilegal de arma de fogo esbulho possessório entre outros crimes, quando ocuparam a sede da fazenda Santa Clara, localizados na zona rural de Marabá, distante 65 quilômetros do município de Parauapebas onde segundo a polícia mantiveram em cárcere privado a irmã do dono da propriedade.

No dia do ocorrido, houve confronto com a polícia e vários trabalhadores rurais sem terra ficaram feridos com disparos de bala de borracha efetuados pelos Policiais Militares.

Retirados da propriedade em dois caminhões cerca de 80 pessoas foram conduzidas pela PM até a delegacia onde permaneceram acampados por dois dias na frente daquela especializada. 

Já os detidos foram ouvidos em depoimento e enquadrados em seis artigos do (CPB), Código Penal Brasileiro, dentre eles: os artigos 14 da lei do desamamento, art. 147, Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave, art. 148, Privar alguém de sua liberdade, mediante seqüestro ou cárcere privado, art. 161, Suprimir ou deslocar tapume, março, ou qualquer outro sinal indicativo de linha divisória, para apropriar-se, no todo ou em parte, de coisa imóvel alheia, art. 286, - Incitar, publicamente, a prática de crime, e art. 288, Associar-se (três) ou mais pessoas, para o fim específico de cometer crimes.

A petição da revogação da prisão preventiva foi realizada pelos advogados Tony Araújo e Thiago, logo após a prisão dos acusados, entretanto devido aos tramites, somente na quarta-feira, 02, os custodiados foram liberados. “Após analisa o caso, o juiz entendeu que não se tratava de pessoas com antecedentes criminais. Essas pessoas não oferecem risco algum pra sociedade nem tão pouco ao processo. Então o Juiz resolveu atender o nosso pedido dando liberdade provisória aos nossos clientes” ressaltou Tony Araújo. 
Foram presos na época: Claudiney dos Santos Soares, 40 anos, Claudineia Silva Pereira, 40, Mauro Cardoso Pereira, 39, Ubiratan Alves dos Santos, 25, Cleidson Wadli Gomes Lima, 22, e Wesley Alves Telles, 19. 

 Os cinco homens estavam custodiados na carceragem da SUSIPE no bairro Rio Verde, em Parauapebas, enquanto que Claudineia Silva, por não haver área carcerária feminina em Parauapebas estava presa em Marabá. 


(Caetano Silva)

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