Em 2015, 4,8% da população do município declararam que dirigiam após o consumo de qualquer quantidade de álcool, contra os 4,4% de 2012. Os homens (9,6%) continuam assumindo mais a infração do que as mulheres (0,7%). Ainda assim, a proporção de adultos que bebem e dirigem em Belém é mais baixa que a média nacional.
Considerando as 27 capitais estudadas, houve queda nacional de 21,5% no contingente de adultos que ainda arriscam misturar álcool e direção: 5,5% preferiram conduzir veículos após o consumo de bebida alcoólica, contra os 7% de 2012 – uma queda de 21,5%.
A proporção nacional também é maior entre homens (9,8%) do que entre mulheres (1,8%). Apesar disso, desde o endurecimento da Lei Seca, menos homens têm cometido a infração na média das capitais pesquisadas: a redução foi de 22,2%, entre 2012 e 2015, na população masculina. “É cada vez mais notória a importância da Lei Seca em inibir a população brasileira de se arriscar na mistura do álcool com o volante”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.
VIGILÂNCIA
Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2015), que realizou mais de 54 mil entrevistas nas capitais. O levantamento é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde. Os dados são coletados e analisados por meio de uma parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo(USP).
PESQUISA NAS CAPITAIS
Entre as capitais brasileiras, 4 se destacaram, com queda superior a 50%, no número de pessoas que admitem dirigir depois de consumir bebida alcoólica nos últimos 3 anos: Fortaleza (54,1%), Maceió (53,2%), João Pessoa (51,4%) e Vitória (50,7%).
Algumas capitais, contudo, apresentaram aumento do número de adultos que preferiram assumir o volante após consumir qualquer quantidade de álcool: Cuiabá e Boa Vista apresentaram alta de 15,8% e 13,2%, respectivamente, desde o ano de 2012.
Os condutores de Florianópolis (13%), Palmas (11,9%) e Cuiabá (11,7%) estão entre os que mais abusam da combinação de álcool e direção.
Recife (2,6%), Maceió (2,9%) e Vitória (3,2%) se destacaram com o menor percentual de entrevistados que declararam beber e dirigir.
Segundo a pesquisa, 8,7% da população de 25 a 34 anos admitem beber e dirigir. O número é duas vezes maior do que o registrado na população de 18 a 24 anos e 4 vezes maior do indicado em homens e mulheres de 65 anos ou mais.
(Agência Saúde)
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